“O orgulho é um sentimento de valor originado de algo que não é organicamente parte de nós, enquanto que a auto-estima surge das potencialidades e realizações do eu. Nós nos orgulhamos quando nos identificamos com um eu imaginário, um líder, uma causa sagrada, um grupo social ou posses. Há medo e intolerância no orgulho. Ele é suscetível e intransigente. Quanto menos expectativas e potencialidades houver no eu, mais imperativa é a necessidade de orgulho. O núcleo do orgulho é a rejeição a si mesmo. É verdade, no entanto, que o orgulho libera energia e serve como um incentivo, pode levar a uma reconciliação com o eu e à obtenção de uma auto-estima genuína.
Um indivíduo independente é estável enquanto possui auto-estima. A manutenção da auto-estima é uma tarefa constante que exige todas as forças e recursos internos da pessoa. Temos que provar nosso valor e justificar nossa existência diariamente. Quando, por alguma razão, a auto-estima for inatingível, o indivíduo independente se torna explosivo: Ele tenta se afastar de uma personalidade não-promissora e mergulha na busca pelo orgulho, o substituto explosivo da auto-estima. Todos os distúrbios sociais e reviravoltas têm suas raízes em crises individuais de auto-estima, e o grande esforço no qual as massas se unem com mais rapidez é basicamente uma busca por orgulho.
Assim, adquirimos um senso de valor percebendo nossos talentos, mantendo-nos ocupados ou identificando-nos com algo fora de nós – seja uma causa, um líder, um grupo, posses ou qualquer outra coisa. O caminho da percepção de nós mesmos é o mais difícil. Ele é escolhido apenas quando outras vias para um sentido de valor estão mais ou menos bloqueados. Homens talentosos devem ser encorajados e estimulados a se engajarem em um trabalho criativo. Seus gemidos e lamentos ecoam através dos tempos.”
tradução: Sebastian Valle
Além de mestre em artes marciais, Quem foi Bruce Lee? (em breve)
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As vezes não sei quem vive, se é o ego ou a que tenta combatê-lo. É uma característica quase obrigatória sermos aquilo que queremos mostrar aos outros. Eu, particularmente vivo neste dilema de ainda nesta vida tentar amenizar o ego. Essas potencialidades e qualidades que mostramos aos outros são, na maioria das vezes, aquilo que gostaríamos que fosse perfeito em nós.
A maior qualidade que podemos nos orgulhar é a humildade. Teu texto é muito instigante e nos desafia a perceber a sutileza da nossa dita “personalidade”.
Gratidão,
Flor
Gostei muito desse site!