Sri Ramana Maharshi foi um mestre espiritual hindu. A forma mais pura dos seus ensinamentos era o poderoso silêncio que irradiava de sua presença. Esse silêncio aquietava as mentes daqueles que estivessem harmonizados com ele. Ele fazia discursos verbais somente para aqueles que não conseguiam entender seu silêncio. (Ou talvez não conseguiam entender como atingir o estado de silêncio) Dizia-se que esses ensinamentos fluíam da sua experiência direta de Atman (self) como a única realidade existente.
Quando lhe pediam conselhos, Ramana Maharshi recomendava o auto-questionamento como o caminho mais rápido para a liberação. Seus ensinamentos primários eram associados ao Não-Dualismo, Advaita Vedanta e Jnana Yoga. Apesar disso ele recomendava Bhakti Yoga a quem ele via que se encaixaria, e aprovava uma grande variedade de técnicas e caminhos.
Ramana Maharshi nasceu em uma família de brâmanes, mas se declarava desapegado de tudo na vida e livre das restrições de casta. Aos 16 anos seu pai morreu e isso disparou uma série de questões em sua mente. Praticando intensamente o auto-questionamento, ele experimentou o que chamou posteriormente de liberação (moksha). Depois disso perdeu o interesse em tudo ao seu redor e passou a ir diariamente a um templo hinduísta. Lá cultuava as imagens dos deuses em lágrimas de êxtase.
Não vendo mais sentido nos estudos, Ramana fugiu de casa e foi morar no templo da montanha sagrada de Arunachala. Lá ele entrou em estados meditativos tão profundos que os sacerdotes tinham que cuidar dele. Apesar de seu silêncio, austeridade e desejo por privacidade, acabou atraindo visitantes e até mesmo discípulos. Sua família o encontrou mas não conseguiu convencê-lo a voltar pra casa. Anos depois sua mãe e seu irmão se tornariam discípulos seus.
Maharshi foi descoberto pelo Ocidente através de um livro do filósofo Paul Brunton. Isso resultou nas visitas do yogue Paramahansa Yogananda, do dramaturgo Somerset Maugham e da poetisa Mercedes de Acosta. Apesar disso ele continuou sendo reconhecido pela sua crença no poder do silêncio, seu pouco uso de discursos e sua pouca preocupação com críticas e fama.
Sebastian Valle (usando três idiomas da Wikipedia)
Site oficial do Bhagavan Sri Ramana Maharshi
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Ao meditar, reduzimos a atividade frenética de nossas mentes, diminuímos os caminhos viciosos que os pensamentos seguem em nossos cérebros, e abrimos novas vias para nossos pensamentos. Com isso, simplesmente reduzimos a ação da nossa mente, e deixamos que nosso corpo ative naturalmente o efeito placebo, a ação curadora que sempre esteve disponível dentro de nós. Meditar não apenas reduz o stress, melhora a atenção e incrementa o raciocínio. Meditar também ajuda a não atrapalhar os ancestrais processos de reequilíbrio, que nos foram presenteados desde sempre, mas que poucos sabem (ou querem) parar para compreender.

















